Talvez se meu blog começar assim,
devagarzinho, meio no engatinhar da vida, sem muitas pretensões, eu consiga
fazer dele algo permanente. Cheia das vergonhas que sou, sempre quis, mas nunca
tive verdadeira coragem de dar a cara a tapa com escrivinhações minhas que só
deus sabe quem iria ter interesse em ler. Claro que tem quem me encoraje, mas
quem ama sempre é um pouco cego pra o que a gente faz e sabe como é... só uma
pessoa com muita autoconfiança não fica com um ou outro pé atrás. (mas eu
acredito, mesmo descrente, viu?)
Como eu dizia, foi aos pouquinhos
que vim parar aqui. Lá pra trás da minha vida, escrevendo bobagens em diários
que devem ser propriamente queimados e nunca relidos, mais pra frente em
depoimentos bem humorados para amigos no saudoso Orkut, não esquecendo das
cartas e dos e-mails quilométricos narrando eventos quaisquer que a distância
não deixa a gente compartilhar ao vivo com alguém que amamos. Veio o facebook e
eu tento, de vez em quando, me arriscar em comentar alguma coisa pro vazio,
meio que pensando qual o propósito e me arrependendo dois segundos depois de
publicar. Mas em dois segundos alguém já viu, já era. Essa velocidade da
internet que vem pro bem e vem pro mal me quebra. Aí nesse meio tempo acharam uma
boa ideia me chamar pra escrever pra um site de críticas de cinema. Desde então aos poucos eu tenho tentado rabiscar algumas palavras, fazer algum
sentido, soltar pensamentos e desabafos nesse mundo online perdido.
Acho que decidi tentar fazer esse
blog funcionar também por mim, já que gosto (de escrever). E se alguém ler é
lucro. E se gostar então... aí já é sonho realizando, né?
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