domingo, 15 de dezembro de 2013

Nóias da Vida

Engraçado. No dia em que eu comecei esse blog, eu tava louca pra postar outra coisa no mesmo dia, mas pensei que talvez fosse muito exagero, que era melhor uma vez por dia, no máximo. Não sei, acho que tem uma regra pra essas coisas, eu não sei como funciona por aqui. Eu tô meio atrasada, né? Acho que blog já deve estar fora de moda e eu não sei. A não ser que seja sobre moda ou um desses de saúde, dizendo pra você passar fome e tomar um whey protein enquanto espera a vida passar. Tem uns blogs jornalísticos também, mas eu acho que não tenho a bagagem suficiente pra me meter por essas bandas. E isso porque tô pra me formar em jornalismo.

Cabou que eu tinha me esquecido dos fatores todos que me fazem escrever alguma coisa. E o maior deles, que é a coisa do momento. Não que eu não consiga escrever quando me pedem, pra trabalho de faculdade ou alguma leseira que acham que vou saber me expressar melhor. Mas é diferente. Ali é trabalhar sob pressão. E quando eu “trabalho” pra mim mesma não vale, né? As promessas que a gente se faz são das mais difíceis de cumprir. Até parece que né a gente que se beneficia delas...

Aí já se passaram o quê? cinco dias? E eu nada de voltar aqui. Já tava praticamente convencida de que esse ia ser mais um dos meus projetos inacabados, de tudo que eu comecei e por algum motivo (quase sempre relacionado à preguiça e/ou medo) eu deixei de lado, assim, sem mais nem menos. Mas algo me trouxe pra cá de volta, ainda que eu não esteja escrevendo nada, ainda que esteja mais fazendo um diário que ninguém tá lendo (até porque eu nem contei pra ninguém). Mas é bom vir por aqui.

Por falar nisso, quando é que a gente fala pra alguém que tá escrevendo num blog? Tá vendo? Eu já começo a duvidar se isso aqui é pra mim. Acho que vou escrever pra todo o sempre aqui, no anonimato, ou soltar pra alguém e torcer (ou não) para que esse alguém espalhe pra todo mundo. E todo mundo queira me ler. Mas vai que ninguém quer? Ou vai que alguém quer? Acho que se alguém quiser vai ser a parte mais difícil. Entre a felicidade de ter alguém esperando algo de mim e o nervoso de agradar, eu acho que arranco meus cabelos e tenho um ataque de pânico, desistindo de tudo.


Aiai. Se Manoel Carlos fosse escrever uma novela sobre mim acho que se chamaria “Nóias da Vida”. 

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