Sempre achei super sem graça um
filme que vejo críticas ou-oito-ou-oitenta a respeito, que é aquele Matadores
de velhinha dos irmãos Coen, com Tom Hanks no elenco. Tentei assistir a ele
todo, mas não consegui (quem sabe ele não aparece mais na frente nessa
empreitada?), vi pedaços e não deu pra mim. Nem sabia que era uma refilmagem de
um britânico, até ter sido apresentada nesse CineClube que acabamos criando e
entrando, meu tio e eu. A versão original, chamada de Quinteto da Morte, é bem divertida e parece fazer bem
mais sentido a ambientação e toda a ingleszice da coisa. O humor negro, a história mais
arrumadinha de um grupo de ladrões que usam desavisadamente uma senhôra correta
para roubar um banco, fingindo que não passam de um quinteto musical. Até o
humor que poderia ser pastelão ao extremo em qualquer outro filme americano
funciona bem aqui, pelo menos para o meu tipo de risada. Mas é leso, que nem
eu. Comédia não é pra todo mundo, isso é uma certeza cada vez maior que tenho a
cada dia.
Nome original: The Ladykillers
De 1955
IMDB diz que é comédia/crime. Eu digo que é uma comédia simples britânica.
Com: Alec Guiness, Peter Sellers, Herbert Lom
Diretor: Alexander Mackendrick
Roteiro: Wiliam Rose
Nome original: The Ladykillers
De 1955
IMDB diz que é comédia/crime. Eu digo que é uma comédia simples britânica.
Com: Alec Guiness, Peter Sellers, Herbert Lom
Diretor: Alexander Mackendrick
Roteiro: Wiliam Rose
Ao falar em filmes britânicos que
não precisavam ser refilmados, acabamos embarcando pra um que eu já tinha
assistido antes, mas meu tio só teve acesso à vergonhosa e catastrófica versão
americana: Morte no Funeral. Novamente eu vejo aquele padrão de humor inglês
que faz de uma situação banal algo hilário, ao misturar uma boa dose de humor
negro e situações estapafúrdias que conseguem dar completamente certo nele. Eu
me lembro de ter rido horrores quando assisti da primeira vez, e ri novamente
ao rever, especialmente porque é um basicão sem excessos. Por mais
que possa não parecer compreensível para muitos, meu tio comentou comigo algo que compartilho,
situações péssimas, tipo um funeral, por vezes carregam em si um ar de
comicidade natural. É como se a linha entre o choro e o riso fosse tão tênue
que é possível enxergar o humor até quando enterramos um ente querido. Talvez
eu esteja reinando no politicamente incorreto dizendo isso, mas nem só de
lágrimas foram marcados os enterros que já fui. Enfim, foi nesse filme que
primeiro fui apresentada a Peter Dinklage, totals popular hoje em dia em Game
of Thrones, então posso dar uma de hipster e dizer que já conhecia Tyrion
before he was mainstream, haha.
Com: Peter Dinklage, Mathew Macfadyen, Alan Tudyk
Diretor: Frank Oz
Roteiro: Dean Craig
IMDB coloca como comédia. Eu, como comédia-britânica com altas doses de humor negro
Quote: "Would you like a cup of tea, Sandra?" "Tea can do many things, Jane, but it can't bring back the dead.
E eis que na chegada de um novo
membro ao cineclube, estreio meu primeiro grande clássico não visto, Ben-Hur.
Eu não sei se a gente assistiu com a propriedade devida, mas eu não rejeitaria
essa assistida nunca na minha vida. Começamos o filme já encharcados nas
blasfêmias e nos adentrando no politico-religiosamente incorreto. Eu não sabia
de jeito algum da história do filme e mal sei a parte bíblica da coisa. Entendi
que era uma espécie de A Vida de Brian, de Monty Python, em que o personagem
principal era conterrâneo de Jesus e as histórias se passavam paralelamente,
com direito a algumas interações. Só que Ben-Hur não é humor, mas épico, né? Não
ser humor é relativo, porque quando estão num mesmo cômodo três hereges, é
inevitável não cair no frouxo de risos. E caímos bastante. Achei um bom filme,
com suas quase-quatro longas horas de exibição (com direito a intervalo pra o
xixi e refil de pipoca) e que espanta pela grandiosidade do feito tanto tempo
atrás. Rola umas cenas de maquete (de piscina, disse meu irmão) no alto mar,
umas religiosidades que se intensificam mais pro fim, as quais eu dispensaria,
mas A cena da corrida de bigas é de maravilhar uma pessoa. Toda ela. Toda a
história de Ben-Hur que faz a gente chegar àquele momento, na verdade, é muito
boa. É um bom filme de vingança/volta por cima. Dei valor. Dei valor também pra o alto grau de homossexualidade que existe
do começo ao fim do filme. Meu tio disse que as pessoas a tem como velada, mas
pra mim aquilo é escancarado, viu? Num deu 5 minutos de filme e eu perguntei se
era um romance gay. Bem, é isso, um a menos para a minha lista de pendências. Um
a mais para o meu-eu mais sabido.
Informações extras:
Nome original é Ben Hur
De 1959
IMDB diz que é aventura/drama. Eu digo: épico bíblico gay com uma boa trama de vingança.
Com: Charlton Heston, Jack Hawkins
Diretor: William Wyler
Baseado num livro de Lew Wallace, Roteiro de Karl Tunberg.
Quote: "There's this wild man in the desert named John who drowns people in water".
Informações extras:
Nome original é Ben Hur
De 1959
IMDB diz que é aventura/drama. Eu digo: épico bíblico gay com uma boa trama de vingança.
Com: Charlton Heston, Jack Hawkins
Diretor: William Wyler
Baseado num livro de Lew Wallace, Roteiro de Karl Tunberg.
Quote: "There's this wild man in the desert named John who drowns people in water".
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